BPC-157 em poucas palavras
O BPC-157 (Body Protection Compound 157) é um péptido sintético de 15 aminoácidos derivado de uma sequência identificada no suco gástrico humano. Em literatura pré-clínica é estudado em modelos de regeneração de tecidos moles, lesão da mucosa gastrointestinal, angiogénese e recuperação tendinosa. É um reagente for research use only, não um medicamento.
Origem molecular
A sequência GEPPPGKPADDAGLV foi isolada e caracterizada por Sikiric e colegas (Universidade de Zagreb) a partir de um fragmento da proteína protetora do suco gástrico. A síntese é química, em fase sólida, e a identidade confirma-se por espetrometria de massas. O BPC-157 não tem equivalente endógeno em forma livre — é um péptido sintético desenhado a partir de um motivo natural.
Linhas de investigação habituais
A literatura pré-clínica aborda o BPC-157 em vários contextos: cicatrização de tendões e ligamentos em modelos animais, regeneração da mucosa gastrointestinal, modulação da angiogénese através da via VEGF, atenuação de lesão hepática induzida e estudos sobre eixo intestino-cérebro. Os trabalhos do grupo de Sikiric (Universidade de Zagreb) dominam a bibliografia, com extensões posteriores em vários laboratórios europeus.
Mecanismos discutidos
A discussão mecanística reúne quatro temas principais: modulação da angiogénese pela libertação de óxido nítrico e expressão de VEGF; estabilização do equilíbrio entre fatores pró-trombóticos e fibrinolíticos; modulação da via dopaminérgica e serotoninérgica em modelos de stresse; e interação com o eixo do BDNF em modelos de neuroinflamação. Nenhum destes mecanismos justifica claims clínicos no presente: são vias de investigação que continuam abertas.
Estatuto em Portugal
O BPC-157 não é um medicamento autorizado em Portugal. O INFARMED aplica o Decreto-Lei n.º 176/2006 aos produtos apresentados com finalidade terapêutica. Um péptido vendido como reagente laboratorial, com etiqueta research use only e sem alegações de uso humano, sai do âmbito do Estatuto do Medicamento e é tratado como reagente de investigação. Os detalhes estatutários e a FAQ estão na página péptidos legais em Portugal.
Origem UE e logística
Aquisição a partir de fornecedor sediado noutro Estado-Membro da União Europeia evita desalfandegamento, IVA na importação e direitos aduaneiros. O prazo típico em rota intra-UE é de poucos dias úteis. Para encomendas provenientes de países terceiros (Suíça, Reino Unido, Estados Unidos, China) aplica-se o regime descrito na página alfândega e IVA na importação, incluindo o IVA a 23 % e a alteração ao regime de isenção de baixo valor em vigor desde julho de 2026.
Critérios de qualidade
- Pureza HPLC ≥ 97 %, comprovada por relatório de cromatografia.
- Identidade confirmada por espetrometria de massas (MALDI ou ESI).
- Certificado de análise (COA) por lote, com número, data, método e resultado.
- Rastreabilidade do fabricante e da origem.
- Embalagem com indicação clara for research use only — not for human consumption.
Falsos sinais a evitar
Páginas que apresentam o BPC-157 como tratamento, oferecem garantias de saúde ou descrevem benefícios em linguagem médica violam o âmbito research-only. Ausência de COA, descrição comercial sem dados e claims clínicos são sinais para procurar outra fonte.
O que verificar a seguir
A comparação direta com a Timosina Beta-4 (TB-500) está no artigo BPC-157 vs TB-500. Para fichas de outros compostos investigativos, consulte a visão geral por categoria. Para o contexto regulamentar mais amplo, abra a FAQ legal.
Onde continuar
TB-500: guia de investigação
O composto que aparece quase sempre na mesma página que o BPC-157 — vale conhecer as diferenças.
BPC-157 vs TB-500: comparação
Comparação científica direta: origem, mecanismo e evidência pré-clínica.
Relatórios laboratoriais
Para passar do texto aos dados de lote, os COA estão nesta página.
